almoçam em Paris
Reforçar os laços do País<br>com a diáspora
Sete dezenas de portugueses emigrados em França participaram, no fim-de-semana, num almoço de apoio à candidatura de Edgar Silva, realizado em Nanterre, nos arredores de Paris.
Prestigiadas figuras da comunidade portuguesa apoiam Edgar Silva
A iniciativa teve lugar na Arcop, de Nanterre, cujo presidente apoia a candidatura de Edgar Silva à Presidência da República e realizou-se a uma semana do debate público que apresentará a candidatura (no Espace Lusofolies, no domingo, 17, às 17 horas) com a presença do mandatário regional Nuno Gomes Garcia.
O almoço, realizado cerca de um mês e meio depois da visita do candidato à região parisiense, ficou marcado pela leitura de uma saudação de Edgar Silva, lida por Raul Lopes. Na missiva, o candidato reafirma o seu empenhamento no «reforço dos laços identitários das comunidades portuguesas com Portugal, na promoção da participação cívica e política, no aprofundamento do diálogo com as estruturas representativas da diáspora e no respeito pela autonomia e legitimidade institucional do Conselho das Comunidades Portuguesas». Consciente dos obstáculos levantados a muitos emigrantes no exercício do direito ao voto, Edgar Silva agradeceu desde logo «todo o apoio» que lhe tem sido dado e exortou todos aqueles que sustentam a sua candidatura a empenharem-se na «mobilização para o voto dos portugueses em França».
Após a apresentação dos nomes que compõem a Comissão de Apoio a Edgar Silva naquela região – onde sobressaem, entre muitos outros, o Comendador Abílio Laceiras, o tradutor António Topa, os jornalistas da Rádio Alfa Artur Silva e Ricardo José, o fotógrafo José Lopes, a conselheira municipal de Villejuif Sandra Pereira, a presidente da Academia do Fado Valérie do Carmo, o jurista Jorge Sedas Nunes ou o historiador e antropólogo Pedro da Nóbrega – o mandatário da candidatura, Nuno Gomes Garcia, enumerou as razões que o levam a dar o seu apoio a Edgar Silva.
Razões justas
O escritor salientou, desde logo, a intervenção directa do candidato na «luta contra as injustiças sociais e a pobreza extrema» e o seu papel em projectos e iniciativas sociais em bairros marcados pelos problemas da ultraperiferia social na ilha da Madeira. Nuno Gomes Garcia destacou também que, com Edgar Silva na Presidência da República, acabaria «o papel passivo do bom aluno português, postura servil para alemão ver, que apenas tem contribuído para a destruição da nossa democracia» e dos direitos sociais do povo português.
O mandatário regional considerou ainda Edgar Silva como sendo um candidato «desavergonhadamente de esquerda», que tudo faria para que fosse debatida a questão da «abolição dos blocos político-militares», como a NATO, prevista no artigo 7.º da Constituição da República Portuguesa, visto que eles provocam uma «corrida desenfreada às armas e tornam o mundo instável e inseguro». A propósito disto, Nuno Gomes Garcia sublinhou que o apoio do PCP a esta candidatura é por si só a garantia de que Edgar Silva nunca apoiaria medidas que legitimassem o bombardeamento e destruição da Líbia (com as consequências trágicas que teve para aquele país do Norte de África), como fez a deputada e candidata Marisa Matias.
Da mesma forma que garante que nunca Edgar Silva «passará férias com Ricardo Salgado, como fez o candidato da direita e “pop-star” da televisão Marcelo Rebelo de Sousa», ou trabalhará para o «grupo económico/bandido do BES», como fez Maria de Belém.